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 Mercado de Trabalho para o Jovem Brasileiro: Como promover seu crescimento.

Este artigo aborda a formação e a colocação de jovens profissionais no mercado de trabalho brasileiro, na atual conjuntura.

Tem como referência pensadores da educação no Brasil e pesquisas realizadas recentemente, com estudantes do ensino superior, mas começa a abordar o assunto pelas referências pessoais que temos

A maioria de nós, nascidos até a década de 70, teve experiências semelhantes quanto aos estudos iniciais, grupo de amigos, primeiras experiências de trabalho.

Fiz meus primeiros estudos num "grupo escolar" estadual de bairro.

Professores bem formados, exigentes, disciplinados e disciplinadores, nem sempre tão próximos do convívio informal com os alunos. Na linguagem dos meninos e meninas daquela época: muito bravos!

A escola situava-se numa rua calma apesar de, bem em frente, haver um pronto-socorro cujo ruído esporádico da sirene da ambulância e o barulho da saída das crianças, ao final dos períodos de aulas alteravam o ritmo da vida nas imediações.

Passando pela mesma rua, dias atrás, notei que a pequena escola ainda sobrevive tendo como novo vizinho de frente, uma faculdade de administração de empresas. Dois imponentes prédios ... naquela pequena rua !

A comparação do panorama antigo com o novo nos traz estas perguntas: quantos jovens estarão sendo colocados no mercado, por ano, através dos conhecimentos oferecidos por essa Instituição de Ensino Superior ? Com que qualidade de formação?

A partir da observação que faço, já a algum tempo, sobre a preparação que jovens vêm recebendo na família e na escola e seu conseqüente encaminhamento para o mercado de trabalho, apresento uma análise de algumas das variáveis do processo que resulta na formação do jovem profissional que será o ocupante, em um futuro próximo, de importantes posições no comando das empresas e dos governos, no Brasil.

As variáveis analisadas são: o sistema de ensino brasileiro, a qualidade da formação oferecida pelas Instituições de Ensino Superior, a expectativa e a influência das famílias na sua educação, o mercado de trabalho atual para esse segmento, a postura e a atitude das empresas que os recebem e, em sua maioria, oferecem formação complementar a essa população de profissionais, até pela necessidade de crescimento e perpetuação do negócio propriamente dito.

Fonte: Revista da ESPM - Volume 10 - Ano 9 - Edição Nº4 - Julho/Agosto 2003. ISSN 1676-1316